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Irmão de ex-presidente da Câmara de Paulista é preso em operação

Atualizado: 11 de Dez de 2018


Na primeira fase da Operação foram desviados cerca de R$ 5 milhões em fraudes já citadas Foto: Reprodução/TV jornal

A Polícia Civil desencadeou, na manhã desta segunda-feira (10), a segunda fase da Operação Chaminé, denominada 'Chaminé II', que prendeu do líder da organização e irmão do ex-presidente da Câmara de Paulista, o ex vereador Iranildo Domício de Lima, a sua assessora e o motorista. O nome de ambos réus não foram divulgados. 


Segundo informações do Chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral, os criminosos vão ser julgados por crime de peculato, fraude em licitações, organização criminosa, além de comprar passagens aéreas com o dinheiro desviado para congressos que não participavam. Ainda de acordo com Joselito, há um foragido, que não teve sua identidade divulgada. 


Na primeira fase da Operação foram desviados cerca de R$ 5 milhões em fraudes já citadas. Nesta segunda, foram três imóveis e R$ 500 mil. Ainda será solicitado à Justiça pelos investigadores a desapropriação dos bens e retorno dos ativos para o cofre público. 


Ex-vereador foi preso na 1ª fase da Operação Chaminé


Um dos alvos da Operação Chaminé foi o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Paulista, Iranildo Donicio de Lima. Além dele, um ex-candidato a prefeito de Araçoiaba, uma funcionária da câmara de Paulista, um empresário e um outro suspeito também foram detidos no mês de agosto.


O esquema, a qual o grupo tinha ligação, consistia em contratar uma empresa de fachada, no ramo de construção, que se aproveitava de reformas e melhorias em prédios públicos de Paulista para fraudar valores. Durante as investigações, foi constatado que a licitação tinha sido disputada por três empresas, todas de conhecidos do ex-presidente da Câmara.


De acordo com o delegado Diego Pinheiro, Iranildo colocava as empresas na disputa, para dar uma falsa sensação de concorrência, pois já sabia a empresa certa. Além de Iranildo Domício, estavam envolvidos no esquema, Elias Ulisses da Silva, Mauro Monteiro de Melo, José Roberto Lima dos Santos Silva e Lúcia Maria do Nascimento.


Elias é empresário do ramo de construção civil e teria dado o dinheiro ao, na época, presidente da câmara, para que a empresa EUS fosse favorecida. Juntamente com Mauro, conhecido como “Monteirinho”, o empresário falsificava documentos para fraudar as licitações.


José Roberto, chamado de “Bebeto”, atuava como laranja do ex-vereador. Ele possuía uma empresa de fachada, usada por Iranildo para praticar as fraudes nas licitações. A função de Lúcia Maria era lavar o dinheiro público. Ela, que é advogada e ocupava o posto de diretora e membro do conselho de licitação da Câmara dos Vereadores de Paulista, usava a conta bancária pessoal para praticar a corrupção e peculato.


Os cinco responderão por associação criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, uso de documentos falsos, peculato e lavagem de dinheiro.


Postado por JC Online em 10/12/2018 às 13:57.

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