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Começam depoimentos da Operação Patrocínio, que apura esquema de corrupção na Prefeitura de Rolândia


Investigação aponta recebimento de vantagens indevidas em troca de alterações de contratos. Ação tem como alvos o prefeito Luiz Francisconi Neto (PSDB), servidores, procurador municipal e empresários.

Começam depoimentos de investigados da Operação Patrocínio, que apura esquema de corrupção na Prefeitura de Rolândia — Foto: Reprodução/RPC

Começaram nesta segunda-feira (17) os depoimentos da Operação Patrocínio, que apura o recebimento de vantagens indevidas em troca de alterações de contratos com a Prefeitura de Rolândia, no norte do Paraná.


A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) foi deflagrada no dia 10 de setembro e tinha como alvos o prefeito Luiz Francisconi Neto (PSDB), secretários municipais, servidores – que foram afastados dos cargos – e empresários.


Na manhã desta segunda, foi ouvido o advogado Alisson Camargo, que era o procurador jurídico do município. Segundo o Gepatria, ele negou envolvimento no esquema, respondeu aos questionamentos dos promotores e fez os esclarecimentos pedidos.


A ex-secretária de Saúde de Rolândia, Rosane Alves, também seria ouvida na manhã desta segunda, mas a defesa dela pediu para remarcar o depoimento. O G1 tenta contato com a defesa de Rosane Alves.


De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o depoimento de Francisconi, que está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica como outros investigados, ainda não tem data marcada.


“Não teve nenhum tipo de ilícito, eu não fiz nada de errado, com relação a isso estou bastante tranquilo”, afirmou o prefeito afastado à RPC Londrina.


OPERAÇÃO PATROCÍNIO


A investigação foi realizada pelo Gaeco e pelo Gepatria e aponta o pagamento de mais de R$ 230 mil em propina, além da utilização de R$ 24.449, de dinheiro público, para o pagamento de contratações de serviços sem a realização de licitações ou com a dispensa do procedimento, segundo o Gepatria.


De acordo com o MP-PR, houve direcionamento de licitações, modificações indevidas em contratos, superfaturamento e falsificação de notas fiscais.


O Gepatria informou que as investigações foram realizadas entre dezembro de 2017 e julho de 2018, mas foram identificadas que irregularidades desde dezembro de 2015.

Segundo a promotoria, o dinheiro desviado tinha como destino a campanha de reeleição do prefeito Luiz Francisconi Neto (PSDB), em 2016.


O Ministério Público informou que quatro pessoas firmaram acordos de delação premiada e colaboram com as investigações. Entre eles estão três ex-secretários municipais e um empresário.


Entre os crimes investigados estão organização criminosa e corrupção ativa e passiva.


O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou o afastamento dos cargos do prefeito, do chefe de gabinete, de cinco secretários, do procurador, do subprocurador do município e de uma servidora. Todos eles e quatro empresários são monitorados por tornozeleira eletrônica.


Postado pelo G1 (RPC Londrina) em 17/09/2018 às 17:20

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